• Versificando

    Livre, leve e solto

    Sem cobranças, condições ou imposições. Sem fronteiras, etnias ou distância. Simples.

  • Blog Perspectiva Nova - AMIZADE APRENDIZADO IDAS E VINDAS IRMANDADE
    Idas & vindas

    Sempre bom poder contar contigo, amiga!

    Sei que às vezes é um saco me aturar. Por mais simpática que pareço ser, sabemos bem a ogrinha na qual realmente sou com piques de humor exacerbantes.

  • Amizade

    Porque ela é dessas

    Ela tem uns parafusos a menos, faz do tipo “a do contra”, não se importa se vão pensar bem ou mal da sua pessoa. Aliás, se ela se importa contigo ou não, tu saberás.

  • Blog Perspectiva Nova - simplicidade
    Positividade

    Me amarro mesmo é em gente simples

    São essas pessoas que quero sempre ter por perto! Ninguém merece pessoas frias, falsas e que mantêm contato contigo apenas por interesse.

  • Perspectiva Nova -  DESAMORES ELE METAFORICAMENTE VERSIFICANDO
    Desamores

    Ele é ímpar

    Faço amor, ele faz jogos.

    Ele é romance, sou ficção.

    E eu só queria ser seu par...

E foi procurando te encontrar que me perdi


Coleciono tentativas frustrantes sobre nós dois. São fotos nunca captadas, mas emoldurei-as nas paredes da minha imaginação. São flores que nem me deste, mas prensei-as entre as páginas do meu romance favorito. São bilhetes de viagens que nunca arquitetamos dentre cartões do dia dos namorados jamais enviados, receitas especiais para dois que anotei sem sequer saber cozinhar e listas de filmes para assistirmos em dias frios, mas estamos no verão.

Virei pintora de mim mesmo. Meus olhos têm cor de insônia. A pele abriga tons de relutância. E entre meus lábios se encontra a pintura mais triste em preto degradê, são as sombras do que um dia já foi sorriso provocado por ti.

Minhas mãos, dias passados eram cartográficas mapeando as curvas do teu corpo sobre o meu. Hoje, sem norte, apenas vagam os lençóis enquanto tecem essa dolorosa saudade.

Fingi ser equilibrista andando nesta corda bamba para chegar até a ti. Fiz-me alpinista a fim de escalar tuas muralhas. Aprendi a lutar para enfrentar teus medos e simultaneamente submergi nos meus. E não havia quem pudesse me proteger deles.

Mudei de endereço, a cor do ruge, os amigos, os costumes, a rotina...

Nesse espelho, do outro lado, não pode ser minha imagem sendo refletida. Não me reconheço mais. Onde começo e termino? Ela me fita. Acompanha meus movimentos. Mas não sou eu. Sequer estou aqui! Estou mais distante que seu olhar vazio. Naufragada em minhas próprias correntezas que conduzem o que fui. Ou ainda sou. Posso vir a ser. Ou fingi. E finjo.

Estou camuflada às minhas idiotices, nos teus vacilos, nas recordações, nas tuas miragens. Oscilando entre realidade e ficção. Tua, minha e nossa. Incapaz de atribuir referências ao acaso ou a fatalidade, nem tu és (capaz ou real).

Pobre de mim perdida de ti em ti mesmo!
Em nós. Neste paradoxo.
Em mim mesmo, perdida de mim.
Sobretudo, em minhas (falsas) expectativas.

O dia que ela ligou o “foda-se”


Foi incrível!
Ela se valorizou da forma que merecia e então deixou de ser gota para ser oceano.

Deixou transbordar tudo aquilo que não lhe cabia mais e sentiu a paz reinar em sua cabeça: se desfez das preocupações e não se importou com a insegurança e os medos que acendiam suas paranoias. Foi uma doce sensação poder centrar a mente no que realmente era necessário, de sentir os ombros mais leves sem o peso da ilusão e de poder respirar mais tranquila.

Ela só queria um amor, alguém com quem pudesse partilhar os sonhos e a vida. Mas só conseguiu o desgaste por nutrir tanta esperança dentro de si mesmo de que algum dia seria sua vez de estar nos planos dele.

Nesse dia ela estava se sentindo ótima! Embora estivesse atolada de problemas sorria como se fosse a pessoa mais feliz do mundo. E mesmo que ele lhe dissesse que agora sim a queria, para ela seria um tanto faz. Nem se daria ao trabalho de responder, mas talvez silabaria algo como: “pega aqui o meu foda-se!”. Porque não se tratava mais do que ela desejava, mas sim do que merecia. 

E ela merecia para além de noites quentes de paixão ou meros elogios falsos. Ela merecia encontrar alguém que se orgulhasse de tê-la ao seu lado, que gostasse até de seus defeitos e por isso fizesse questão de apresentá-la à sua família e amigos.

Todos nós merecemos.

Alguém que não arranje tantas desculpas, mas sim tempo para curtir melhor a simples presença do outro. Alguém que não tenha medo de se envolver e ser envolvido.

Sim, ela sofreu muito. Culpa dele? Dela? Ela não se importava mais com culpas ou desculpas. No momento, importava-se apenas consigo mesmo e seu bem estar. Sua felicidade tem nome: amor próprio.

Saudade


Uma mistura de tristeza com melancolia.
Um desejo voraz que bagunça todos meus instintos: vejo um pouco de você em tudo ao meu redor, os timbres alheios soam na mesma frequência que sua voz e o seu cheiro ainda está em mim.

Na pele. Na memória.

Intacto.
Impregnado.

Lembranças chegam aleatoriamente à cabeça.
Fecho os olhos tentando reviver cada uma delas.
Às vezes lamento por não ter feito diferente, por não ter aproveitado aqueles instantes com mais intensidade.
Às vezes me conformo que deveria ser exatamente assim: como foi.
Fecho os olhos mais forte tentando reviver cada detalhe.
Tentando te sentir novamente.
Sinto o coração pulsar com mais esforço e as lágrimas quentes percorrem a face quando tento admitir para mim mesmo que agora não passa disso: lembranças.
Que você não vai voltar mais.

Saudades...
Do que éramos.
Do que fomos.
Do que podíamos vir a ser.