• Blog Perspectiva Nova
    Atitude

    Saber dizer adeus é também sobre se dar uma segunda chance de ser feliz

    ainda que isso signifique não estarmos juntos...

  • Blog Perspectiva Nova - AMIZADE APRENDIZADO IDAS E VINDAS IRMANDADE
    Idas & vindas

    Sempre bom poder contar contigo, amiga!

    Sei que às vezes é um saco me aturar. Por mais simpática que pareço ser, sabemos bem a ogrinha na qual realmente sou com piques de humor exacerbantes.

  • Amizade

    Porque ela é dessas

    Ela tem uns parafusos a menos, faz do tipo “a do contra”, não se importa se vão pensar bem ou mal da sua pessoa. Aliás, se ela se importa contigo ou não, tu saberás.

  • Blog Perspectiva Nova - simplicidade
    Positividade

    Me amarro mesmo é em gente simples

    São essas pessoas que quero sempre ter por perto! Ninguém merece pessoas frias, falsas e que mantêm contato contigo apenas por interesse.

  • Perspectiva Nova -  poema de primavera
    Positividade

    Que floresça

    Ainda que verão de sol quente

    Após cada inverno

    No meio do outono inexoravelmente

    Até no averno

  • Perspectiva Nova - Cara, tens noção da mulher que deixaste partir?
    CONSELHOS DE MESA DE BAR

    Cara, tens noção da mulher que deixaste partir?

    Desejo-te o melhor do mundo, ainda que isto já tenha lhe escapado das mãos.

Mais um verão (um verão a mais)

blog perspectiva nova - mais um verão

Invejo aqueles que possuem a artimanha de aproveitar o tempo que lhes cabe.

De viver o agora sem carregar as marcas do passado e sem pensar no amanhã.

Para compreender que a vida é um ciclo que individualmente é linear com ponto de partida e chegada.

Almejo um dia ser coroada com a maturidade não só em números.

Ainda sinto que sou uma criança que ao menor sinal de perigo corre desesperadamente ao amparo da mamãe e da vovó.

Sinto que ainda há em mim uma esperança, embora pequenina, de que fadas e bruxas existam e que extraterrestres nos visitam enquanto dormimos profundamente.

Peter Pantite.

Ou Síndrome de Peter Pan.

Talvez seja isso.

É irônico.

Quando criança, queremos ser gente grande.

Quando gente grande, queremos ser criança.

Anacronismo crônico

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Quisera os anos que passaram terem magnitude ou possuírem a manha de danificar o mecanismo que mantém seu retrato intacto na minha estante.
Tampouco deletar suas lembranças tatuadas sobre as minhas feridas não cicatrizadas.

Poderíamos continuar uma década sem nos vermos.
Talvez séculos.
De nada importaria.

Troco de caminho para não te encontrar e me perco neste labirinto.
Não tenho pressa de sair, sei quem vou encontrar ao final do túnel.
Rua sem saída.

Mesmo que por metamorfose ou osmose você mude, atrofie, se pinte de outras cores.
Ainda que se fantasie de outra epiderme, mascare seu sorriso, nuble seu olhar. 
Eu ainda saberei de você.
Saberei do que te traz sorriso ao canto da boca, do que seca suas lágrimas e do abraço que te reconforta.

Quisera sua armadura ser impenetrável tal ponto que não se desmanchasse diante de mim tão delicadamente como pétala de flor indo ao encontro do chão no outono.
Quisera meu veneno em forma de palavras poder te cortar como navalha recém afiada.
Quisera suas muralhas poderem deter minha cavalaria.

Você ainda sabe de mim.

Sabe dos sonhos que alimento, das frustrações que escondo e da fúria que me guia por momentos.
Sabe em quantos versos me escrever em poesia, em qual frequência me sintonizar quando saio deste mundo, em como calar até mesmo meu silêncio gritante e como pisar na minha soberba.

Fazer escolhas é uma arte

Fazer escolhas é uma arte

Estilo pertencente àqueles que se desfizeram do sangue nas veias para inativar os sentimentos. De quem sabe ser general de guerra, calculista, frio e vidente. De quem é audacioso o suficiente para desafiar o tear do destino. É para aqueles que estão sempre em busca de uma nova aventura, para quem não teme uma descarga do simpático com altas doses de epinefrina sobre o miocárdio.

Fazer escolhas é estar num campo minado onde um pequenino passo em falso resulta na explosão duma bomba atômica paradoxal. Há de ser levado em conta fatores que por vezes fogem o domínio. Por mais que arquitete minuciosamente como atingir seu alvo, sempre fica um tijolo de fora que é lembrado apenas quando o prédio está ameaçando desabar. Efeito dominó em cascata de dor no qual você não é o único acometido pelas consequências do seu erro.

Fiz minhas escolhas. Umas bem feitas, já outras, nem tanto. Resolvi trilhar meu próprio caminho. Eu por mim mesmo. Vovó me abençoou enquanto mãezinha colocava as malas no bagageiro. O relógio mental despertou – hora de conquistar meu próprio território. Meti o pé na estrada. E desde então, minha vida tem sido idas sem vindas.

Sempre planejei minhas partidas antes mesmo de chegar ao porto. Considerava-me do mundo, sem alguém que pudesse ser meu dono, sem um lugar capaz de me prender. Presa somente em minhas escolhas. Por mais que doesse, não importava, eu tinha que partir. Dediquei meu amor exclusivamente a esse espírito andarilho, embora houvesse bons motivos para eu permanecer onde estivesse. Logo eu, que nunca precisei de muito para desfrutar de estados de magnitude.

Das casualidades da vida, te encontrei no meio de uma tempestade e te usei como abrigo. “Será temporário” – jurei a mim mesmo. Tão logo me vi fazendo morada nos seus sonhos. Deixei minhas raízes crescerem sobre as suas. Esperei pacientemente pelos frutos. Mas quando se planta ilusão, torna-se impossível colher algo que preste (como me prestei a isso?).

Agora estou do outro lado da fronteira. Em minha epiderme arde o peso da partida de alguém. Sequer posso pedir para que fique. Nem um pouco mais. Afinal, quem sou eu para pedir alguma coisa? Quem sou eu quando sua sentença já foi deliberada? Quando suas escolhas não me incluem. Por escolha sua. Não tenho escolha. Já me foi dada. Os dados foram jogados. Volto quatro casas e você anda um milhão de milhas.

Ficar sem escolhas é efeito agonista da solidão. É estar de mãos atadas ainda que não haja algemas (as grades são miragens na cabeça articulando o pessimismo). É ser obrigado a retirar o time de campo ainda que o placar esteja ao seu favor. É ter somente a escolha de voltar para a estaca zero e assim, talvez, poder ter outras alternativas. É se submeter às mesmas dúvidas de antes somado ao peso nas costas da responsabilidade de passar por tudo outra vez com maestria impecável.

Não ter escolhas é para aqueles que não gostam de assumir o controle. Que são levados pelo vento e modelados por mãos alheias. É para quem sabe ver o positivo no negativo, para aqueles que aceitam facilmente as mudanças e simplesmente entram na dança. A ausência de escolha é uma arte. É para aqueles que são criativos natos. Para quem sabe se reinventar e enxergar beleza mesmo no fundo do poço.

Quisera eu ser artista. Gato de rua jamais será tão perspicaz quanto leão na selva. Rimas pobres nunca escreverão uma poesia.