Ready to Rock, baby!!!


O universo do rock lentamente vem abrindo suas portas para que as mulheres possam entrar. No começo, década de 60/70, elas eram minoria devido a onda de ser “pop star”, mas com o tempo esse fato inverteu e assim caiu por terra aquele velho tabu de que “mulher não serve pro rock”. Depois da grande repercussão das Runaways e Janis Joplin, principalmente, temos atualmente um número bem diversificado de mulheres talentosas que dominam também o Rock/Power Metal/Death Metal/Gothic Metal/Melodic Metal/entre outros.

Por falar em Janis Lyn Joplin, a rainha do Rock’N’Roll, simplesmente é a maior desde os anos 60, quando seu sucesso foi realmente consumado. Janis alcançou proeminência no final da década de 60 sendo vocalista da Big Brother and the Holding Company e, posteriormente, como artista solo, acompanhada de suas bandas de suporte, a Kozmic Blues e a Full Tilt Boogie.

Influenciada por grandes nomes do jazz e do blues como Aretha Franklin, Billie Holiday, Tina Turner, Big Mama Thornton, Odetta, Leadbelly e Bessie Smith, Janis fez de sua voz a sua característica mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico e dos anos 60. Todavia, problemas com drogas e álcool encurtaram sua carreira. Infelizmente ela faleceu em 1970, devido a uma overdose de heroína. Janis lançou apenas quatro álbuns: Big Brother and the Holding Company (1967), Cheap Thrills (1968), I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969) e o póstumo Pearl (1971), o último com participação direta da cantora. Convenhamos que, contudo, Janis Joplin é simplesmente Janis Joplin!


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Rita Lee (1947) é uma cantora e compositora brasileira, considerada a roqueira mais significativa do Brasil. Rita Lee Jones nasceu em São Paulo. Filha de pai dentista e de mãe pianista, ela começou a tocar bateria quando tinha 15 anos. Em 1965 formou a banda “Mutantes” com os irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista. Em 1967, acompanhou o músico Gilberto Gil no Festival da R’ecord com a música “Domingo no Parque”. Em 1968 apresentou-se no Festival Internacional “É Proibido Proibir”. Fizeram parte do movimento Tropicalista, que propagava som de vanguarda aliando o rock às manifestações musicais brasileiras.

Nos anos 70, depois de carreira curta e produtiva, encerrou a participação com os Mutantes. Rita Lee seguiu carreira solo com álbuns antológicos como “Fruto Proibido”, considerado um dos melhores da história do Rock brasileiro. Em 1975, começou relacionamento com o guitarrista Roberto de Carvalho, com quem se casou e foi seu parceiro profissional. Outro álbum elogiado pela crítica e público foi “Rita Lee" (1979).

Nos anos 80, Rita Lee preferiu seguir caminho mais ligado ao Pop, criando canções populares e menos experimentais comparadas aos tempos da banda Os Mutantes, com destaque para as músicas “Baila Comigo”, “Lança Perfume”, “Desculpe o Auê”. Nos anos 90, seu maior sucesso foi “Acústico MTV. Na outra década, o CD “Balacobaco”, (2003) superou as expectativas de vendas e teve repercussão positiva junto à crítica. O CD foi indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor Disco Pop Contemporâneo.

Em 2012, Rita Lee lançou CD “Reza”, depois de longo tempo sem gravar.
*Biografia de E-biografias.

“Rita Lee, a eterna ovelha negra do rock nacional, sempre quis estar na contramão. Não foi surpresa, portanto, quando na noite de 29 de janeiro último, durante um show em Aracaju, investiu asperamente contra policiais sergipanos, saindo em defesa de fãs que supostamente fumavam maconha. A reação lhe trouxe consequências desagradáveis, como um processo na Justiça.”
Irlan Rocha Lima, Jornal Correio Brasiliense


Sua discografia é composta por Build Up (1970), Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972), Rita Lee (1979), Rita Lee (1980), Saúde (1981), Rita Lee e Roberto Carvalho (1982), Baila Conmigo em Espanhol (1982), Bombom (1983), Rita e Roberto (1985), Flerte Fatal (1987), Zona Zen (1988), Rita Lee e Roberto Carvalho (1990), Todas as Mulheres do Mundo (1993), Santa Rita de Sampa (1997), 3001 (2000), Aqui, Ali em Qualquer Lugar (2001), Balacobaco(2003) e Reza (2012).

Rita Lee com certeza sempre será lembrada como a Ovelha Negra conhecida principalmente por suas polêmicas. Em uma de suas entrevistas ao programa Fantástico da Rede Globo, Rita anunciou ter sido diagnosticada como bipolar. 

Infelizmente, no início deste ano (2012), ela anunciou sua aposentadoria dos shows, porém prometeu nunca se aposentar da música.

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O Brasil é um país cuja cultura é diversificada e riquíssima. Existem mil e uma cantoras que revolucionaram o Rock nacional, porém Pitty e Rita Lee se destacam entre as demais. Rita Lee por sua longa e conceituada carreira (a ovelha negra) e Pitty por ser a “revoltada” da história que tem aumentado cada vez mais o seu número de fãs através de seus trabalhos como cantora/compositora.

Pitty na verdade é o nome artístico de Priscila Leone, ela simplesmente mostrou ao mundo que a baiana também tem Rock na veia. A cantora já esteve em duas bandas até se tornar a “Pitty”, sendo elas Inkoma Shes. Foi em 2003 com uma nova banda que ela definitivamente adotou seu nome artístico (na verdade é um apelido devido ao seu tamanho, rs). E desde então o sucesso foi garantido! Já vendeu mais de cinco milhões de cópias de CDs sendo que em 2000 foi uma das bandas de rock mais conceituada e que vendeu mais CDs. Também tem o título de cantora de rock mais sexy e bonita da América Latina e, claro, no Brasil. E, ainda, ela foi a 35° vocalista de rock mais sexy do mundo em 2010.

Discografia: “Admirável Chip Novo” (2003), “Anacrônico” (2005) e “Chiaroscuro” (2009). Possui dois álbuns ao vivo, sendo eles: “{Des}Concerto ao Vivo” (2007) e “A Trupe Delirante no Disco Voador” (2011). 

Pitty sempre foi muito influente e dedicada. Fora as músicas que são de excelente qualidade, afinal, quem nunca cantou “Teto de Vidro” ou não foi no embalo de “Equalize”!? rs

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Homossexual assumida, artista polêmica, responsável pelos grandes sucessos da década de 90 e grande cantora do rock nacional: essa é a nossa Cássia Eller. Desde muito nova Cássia se interessara por música e aos 14 anos amava tocar The Beatles no seu violão. Teve uma trajetória musical bastante variada, porém curta, gravou em torno de dez álbuns próprios no total de doze anos de carreira. Despontou no mundo artístico em Brasília, em 1981, ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro. Nesse mesmo período, apresentava-se também como cantora de um grupo de forró, fez parte (durante dois anos) do primeiro trio-elétrico de Brasília, denominado Massa Real, trabalhou na Capital Nacional cantando e tocando em vários bares - um deles era o Bom Demais.

Sua versatilidade artística era ainda mais abrangente: cantou ópera, tocou surdo em um grupo de samba. Mas somente em 1989 sua carreira decolou. Cássia, ajudada por um tio seu, gravou uma fita demo com a música "Por enquanto" da autoria de Renato Russo. Este mesmo tio levou a fita à PolyGram, resultando na contratação de Cássia pela gravadora e sua primeira participação em disco foi em 1990, no LP de Wagner Tiso intitulado "Baobab".

Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante intensa, assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomendada, singulares, personalizadas. Outra característica importante é o fato de ela ter assumido uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três canções das que gravou: "Lullaby" (parceria com Márcio Faraco) em seu primeiro disco chamado Cássia Eller (1990 - LP / vendagem: 60.000 cópias, devida ao sucesso da faixa "Por Enquanto" de Renato Russo), "Eles" (dela com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e "O Marginal" (autoria dela com Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos) no segundo disco intitulado O Marginal (1992).

Cássia também se apresentou no Rock in Rio III (13 de janeiro de 2001) para um público de 190 mil pessoas, num show em que baião, samba e clássicos da MPB foram cantados em ritmo de rock. O ano de 2001 foi um ano muito produtivo e o que mais marcou sua carreira. Foi nesse ano que seu grande sucesso “Acústico MTV ao vivo” foi gravado em São Paulo, no qual teve o profissionalismo de uma equipe de altíssimo nível técnico e artístico, como a participação de Nando Reis. Infelizmente, neste mesmo ano de 2001 que ela se apresentaria na Praça do Ó, na Barra da Tijuca (RJ), ela falece dois dias apenas antes do grande evento de réveillion, e, por causa de sua morte repentina, foi substituída por Luciana Mello. Diante desta perda chocante para todos - fossem fãs apenas ou artistas, amigos, jornalistas, entre outros - houve um minuto de silêncio em vários pontos do Rio de Janeiro durante a comemoração da passagem do ano. Vários artistas prestaram homenagem à cantora em seus shows na virada do ano. Cássia Eller teve grandes problemas com álcool e outras drogas. Faleceu em 29 de dezembro de 2001 por parada cardiorrespiratória, possivelmente decorrente de estresse. A hipótese de overdose como causa da morte, apontada inicialmente, foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro. Foi apontada então morte por erro médico, mas o inquérito foi arquivado pelo Ministério Público.

Ela se foi, mas sua presença musical ainda está presente na história da música brasileira.

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Doro (Dorothee Pesh)
Cantora, compositora e produtora musical alemã. Foi vocalista da banda de heavy metal Warlock e uma das poucas cantoras de metal dos anos 80. Depois de diversas mudanças na banda e Doro ter sido a única integrante da formação original, o Force Majeure que seria o quinto álbum da banda foi lançado somente sob o nome Doro, deixando de se chamar Warlock e dando início à sua carreira solo.


Suzi Quatro



Está aí uma verdadeira e digníssima “dinossaura do rock”.

Patti Smith



A poetisa, cantora e musicista norte-americana se tornou proeminente durante o movimento punk com seu álbum de estréia, Horses em 1975. Conhecida como "poetisa do punk", ela trouxe um lado feminista e intelectual à música punk e tornou-se uma das mulheres mais influentes do rock’n’roll.


Tina Turner


Tina Turner foi a Rainha do Rock nos anos 80 e nos anos 90 Rainha do Pop. Ela tornou-se famosa por explosivas apresentações como membro da banda Ike & Tina Turner, durante os anos 60 e 70.


Cher

Há quem a considere uma grande cantora de rock assim como há quem nem pense nela como tal. Mas Cher teve maior repercussão como cantora de rock na década de 80.


Lita Ford

Outra ex-Runaways, porém, ao contrário de Joan Jett, fez mais sucesso com suas curvas do que com seu talento e voz.
Site: litaford.com


Shirley Manson
Shirley faz mais sucesso como atriz/modelo sensual do que como cantora/guitarrista da banda Garbage.


Debbie Harry


Ganhou fama por ser a vocalista e líder da banda de new wave Blondie. Após o despertar do sucesso, Deborah desenvolveu carreira solo como cantora, gravando cinco álbuns e também como atriz, atuando em mais de 30 filmes, ou seja, outra que faz mais sucesso como atriz.
Site: blondie.com


Nina Hagen

Musa punk de voz ardida e dotada de uma atitude que não se encontra por aí (ou sim)...


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Sugestões de vocais femininos dentro do rock em aberto ;)
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3 comentários

  1. Ah, que post sensacional! citou muitas das minhas cantoras preferidas. O espaço das mulheres dentro do Rock está aumentando muito, embora o espaço ainda seja meio que "dominado" pelos homens. Muito bom ver que temos ótimas representantes no Rock brasileiras...É isso aí. Tchau.

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    1. Este espaço está dominado pelos homens por enquanto... Ou não kkk
      Realmente essas mulheres aqui citadas são sensacionais e eu também as admiro muito!

      Obrigada!

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