Inclusão ou exclusão digital?


Inclusão digital é o nome dado ao processo de democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação, mas na prática a inclusão digital não é como no papel.

Em pleno século XXI ainda temos, espalhadas pelo Brasil, comunidades que ainda não tem nem mesmo acesso a eletricidade. E como começar a incluir digitalmente as pessoas se não temos nem mesmo eletricidade para todos?!

 Desde que entrou em prática, no final de novembro de 2005, o projeto de inclusão digital do governo federal, Computador para Todos - Projeto Cidadão Conectado registrou mais de 19 mil máquinas financiadas até meados de janeiro, dando acesso a milhares de brasileiros e brasileiras a tão sonhada e ate então distante tecnologia.

Pouco menos de 2% da meta do programa, se levarmos em conta apenas os dados de financiamento, que é vender um milhão de máquinas para consumidores com renda entre três e sete salários mínimos nos próximos 12 meses. Os dados de financiamento são da Caixa Econômica Federal, que financiou 1.181 equipamentos. Apenas uma loja foi credenciada para vender as maquinas para os brasileiros.

Com os esforços de "inclusão digital" outros públicos também compõem o alvo de seu trabalho: idosos, pessoas com deficiência, população de zonas de difícil acesso, dentre outros.

Mas o difícil acesso e o custo caro da manutenção deixa a maioria da população atendida (ou não) por esse projeto do governo sem saber direito o que fazer com a “maquina” ali.

Me pergunto ainda, como investir em tecnologia se o país não tem nem mesmo o básico para a sobrevivência. Como pessoas que não tem comida no prato vão comprar um computador de ultima geração? Para ligar em que tomada? Pagar com qual dinheiro?

Então, antes de nos preocuparmos com a inclusão digital, por que não nos preocuparmos com o problema da miséria do Brasil? Com o dinheiro que não é investido na saúde e na educação?

Vamos ser o país da inclusão digital e também do investimento na educação e na saúde.



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Texto de Fernanda Isabela Santos 
feito para um trabalho de sociologia cujo tema era a
 “Indústria Cultural”. 

Tomei a liberdade de publicá-lo aqui (:




3 comentários

  1. O problema é que o Brasil ao invés de resolver o problema da educação, implementa soluções temporárias :/ conhecidas também como cotas, os muros para separar a favela dos "cidadãos de bem", mais presídios, mais segurança... enquanto isso, o básico é esquecido: condições melhores de vida, incluindo nisso a educação. Complicado :~~~
    Ótimo post, meninas. Beijao <3

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    1. É exatamente isso Lari!!
      Nossos políticos nos enganam com desculpas do tipo "é para melhorar a segurança!", "é para termos mais jovens nas instituições de ensino", "é para melhorar a educação". E nós acreditamos, ou simplesmente ficamos indignados instantaneamente.

      Muito obgd Lari!
      Abraços.

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  2. Eu amo muito o Brasil, mas estou seriamente com raiva dele pensando até me pedir divórcio, tudo porque ele deixa algumas pessoas mal caráter, que se dizem "governantes", tomar conta da nossa relação.

    Não adianta implementar certas ideias se não há estrutura, no caso educacional, na população. A educação ainda é o fator principal de qualquer país. Com uma educação de qualidade e excelência as inclusões virão naturalmente, vão deixar de ser inclusão e passar a ser uma coisa natural, sabe? "Incluir" alguém em alguma coisa é uma maneira moderada de dizer que aquela pessoa é excluída da sociedade.

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