Verás que um filho teu não foge à luta


Era uma vez, uma geração
De jovens sedentários
Sentados frente à televisão.
Fingindo de informados
Mas sem nenhuma informação

Olhavam a vida passar
Pela janela de um computador,
Nada lhes afetava
Nem o medo e nem a dor.

Mas então veio um clarão
A verdade revelada
Um lampejo de consciência
O sussurro de vozes mantidas caladas.

A gota de sangue
Caiu sob a população
E abrimos os olhos
Para o roubo e corrupção.

Não seremos mais um retrato na parede
Como disse o antigo poeta.
Vamos ser os filhos da verdade
E andar em linha reta.

Armados da verdade e de indignação
Marcharemos contra tudo
E lutaremos pela educação.

Seremos os soldados em uma guerra
E nossos passos no asfalto gasto
Abalaram céus e terras!

Desculpe o incômodo, senhora
Essa não é nossa intenção.
Vamos limpar nossa sujeira
Assim que salvarmos a nação!

***

Texto de Fernanda Isabela Santos feito para 
um trabalho de sociologia cujo tema era a “Indústria Cultural”. 
Tomei a liberdade de publicá-lo aqui (:



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