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Juras de amor Descartáveis

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O amor nunca esteve tão em alta
e nunca foi tão descartável.

Talvez a época moderna crie pessoas incapazes de amar por trinta anos
ou talvez nós mesmos estejamos nos tornando incapazes de amar outras pessoas.
Estamos tão preocupados com nós mesmo,
que amar verdadeiramente alguém parece ser perda de tempo

É verdade que a sociedade vêm nos trazendo diversas formas de amar
e diversos objetos para o nosso amor também.
Mas quando um computador se tornou um modo mais fácil de amar
do que estar lado a lado de alguém?
Quando uma conversa de poucos segundos levou alguém
ao amor eterno?
Quando um celular passou a ser mais atraente que uma conversa?


Estamos sendo forçados a amar por pouco tempo,
estamos nos tornando descartáveis.
Em breve, não vamos mais saber amar ninguém
além de nós mesmos.

Quantos jovens relacionamentos não duram mais que uma noite?
Quantos "amores eternos" não duraram nem dois anos?
Quantas postagens no Facebook foram apagadas de um dia para o outro?
Quantos jovens amam cinco ou seis pessoas ao mesmo tempo?
Quantos jovens mal terminam um relacionamento e já partem para outro?
Isso é normal?

Talvez os livros antigos que a minha mãe escondia no fundo da gaveta
tenham me ensinado errado
ou talvez eu seja uma tola romântica,
mas a verdade é que as pessoas não se importam mais com o outro.
Queremos apenas prazer.
E mais prazer.
E mais prazer...

Bem, para mim, isso não é amor!

E o mais incrível é que estas pessoas que ficam com vinte na balada,
que amam por três meses,
são as mesmas que fazem juras de amor;
que postam poesias sobre o quanto estar apaixonado é bom;
que se dizem morrendo de amor.

Para mim, amor é querer estar do lado
mesmo quando o beijo já não for mais quente,
quando o abraço já estiver frio,
quando os olhos já estiverem cansados,
quando os cabelos não forem mais perfeitos,
quando a morte chegar!

O amor, para mim, é aquilo que não envelhece,
que não perde a cor depois de dez anos,
que se ergue depois de uma briga,
que apoia, que grita, que xinga,
mas que também põe de pé, que socorre, que envolve.

Porém estamos sendo levados por uma politica muito narcisista:
Não namoramos mais, simplesmente ficamos!
Porque somos jovens demais e devemos "viver a vida".
Deixamos o amor de lado para nos iludir com uma ficada de fim de semana.
E depois, calçamos a nossa mascara de românticos e dizemos:
"_Os homens/mulheres não querem mais nada sério, só querem ficar!"

Talvez nós não conheceremos o amor em sua totalidade,
talvez nem venhamos a conhece-lo,
mas a minha certeza é que o amor não é aquele que vemos em juras apagáveis no Facebook.


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